O Ministério Público do Estado de São Paulo apura a atuação de um suposto esquema de fraude tributária que pode ter provocado um prejuízo estimado em R$ 3,8 bilhões aos cofres públicos. Entre os alvos da investigação está o advogado Nelson Wilians, fundador de um dos maiores escritórios de advocacia da América Latina.
De acordo com a investigação, o grupo é suspeito de negociar créditos tributários sem validade, apresentados a empresas como instrumentos legais para compensação de impostos. Após aderirem às operações, diversas companhias teriam sido autuadas pela Receita e passaram a responder pelo pagamento de tributos, multas e demais sanções previstas na legislação.
As apurações indicam ainda que o esquema utilizava empresas de fachada, emissão de notas fiscais referentes a operações inexistentes e documentos públicos supostamente falsificados para conferir aparência de legitimidade às transações. Entre os materiais adulterados estariam despachos atribuídos indevidamente a auditores fiscais e documentos que simulavam atos oficiais da Secretaria da Fazenda.
Segundo o Ministério Público, um dos investigados também mantinha uma imagem de elevado poder aquisitivo, utilizando helicópteros e veículos de luxo em encontros com clientes. Para os investigadores, essa estratégia ajudava a reforçar a credibilidade das negociações e a atrair empresas interessadas na aquisição dos supostos créditos tributários.
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