O deputado estadual Márcio Canella (União Brasil), segundo candidato mais votado para a Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) nas eleições de 2026, foi preso nesta quinta-feira (15) pela Polícia Federal (PF), durante a oitava fase da Operação Unha e Carne, em Belford Roxo, na Baixada Fluminense. Ele é suspeito de envolvimento em um esquema de lavagem de dinheiro, corrupção e formação de cartel.
Segundo a PF, uma rede de 96 postos de combustíveis teria movimentado mais de R$ 7,6 bilhões em seis anos. As investigações apontam que os estabelecimentos seriam utilizados para lavagem de dinheiro e que Canella teria atuado como um dos articuladores do grupo.
Além do deputado, foram presos o delegado Marcus Amim, ex-secretário estadual de Polícia Civil, e outros agentes. A investigação também apura possíveis vínculos entre os envolvidos e organizações criminosas, incluindo o Comando Vermelho, além de suspeitas de acordos para facilitar obras públicas em áreas dominadas pela facção.
A operação foi autorizada pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes. Canella já havia sido preso em julho, durante outra fase da investigação, após a apreensão de um fuzil de uso restrito em um veículo ligado a ele.
Imagem: reprodução/ CNN Brasil.
