Vídeo flagra homem espiando filha e neta no banho; vítima denuncia ciclo de abus0s desde a infância

Radio Jornal FM

Um vídeo gravado por uma das filhas do suspeito, expôs a conduta de João de Souza, de 50 anos, em uma residência familiar. Nas imagens, o homem aparece deitado no chão, espiando pela fresta da porta, enquanto a própria filha e a neta, de apenas 2 anos, tomam banho. O flagrante é o estopim de uma história de terror que atravessa gerações e que agora está sob investigação da Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente (DPCA) do Piauí.

A filha do suspeito, que prefere não se identificar, revelou em um relato emocionante que os abus0s cometidos pelo pai começaram, quando ela tinha apenas 5 anos. “Eu cresci com aquele trauma, aquele medo. Falei para minha mãe, mas ela não acreditava; pediu que eu perdoasse o genitor”, conta a vítima. Ela relata que foi apalpada e ameaçada sistematicamente até os 11 anos, quando começou a entender a gravidade da situação.

Após sair de casa aos 16 anos, a mulher precisou retornar à residência do pai recentemente. Foi então que percebeu sinais de mudança no comportamento da filha de 2 anos, que começou a demonstrar pânico na hora do banho. “Eu senti uma presença e vi ele realmente olhando por debaixo da porta. Naquele momento chorei e pedi a Deus que me tirasse dali”, relembra. Decidida a não deixar a filha passar pelo que viveu, ela utilizou um celular escondido para produzir a prova que agora circula nas redes sociais.

Após a denúncia e a saída imediata da residência, a mulher passou a ser alvo de ameaças de m0rte por parte de João de Souza. “Ele diz que no dia que me vir, me mat4”, afirma. Atualmente, mãe e filha possuem medidas protetivas de urgência, mas o suspeito permanece em liberdade. A vítima relata sofrer de crises de pânico, ansiedade e depressão, mas garante que irá “até o fim” para garantir a segurança da criança.

Com a divulgação do vídeo, novos relatos de abus0s supostamente cometidos pelo homem em outras residências da região começaram a surgir. A vítima afirma que a exposição foi necessária para evitar que novas crianças se tornem alvos. “Ele está ileso, achando que não vai dar em nada. A população precisava saber para ele não fazer novas vítimas”, desabafa. A Polícia Civil(PCPI) segue investigando o caso e a expectativa da família é pela prisão preventiva do suspeito.

Imagem: reprodução/ redes sociais.

Por Carla Santos, com informações do Balanço Geral Piauí.

 

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