Sergipe fechou 2025 com um contingente expressivo de moradores enfrentando dificuldades para quitar compromissos financeiros. Aproximadamente 720 mil pessoas tinham débitos em atraso, o que corresponde a 44,04% da população adulta do estado, segundo dados do Mapa da Inadimplência no Brasil, da Serasa. O percentual supera o registrado em dezembro de 2024 e indica a inclusão de cerca de 9,6 mil novos inadimplentes ao longo de um ano.
O avanço da inadimplência evidencia a pressão constante sobre o orçamento das famílias. O período de virada do ano costuma reunir despesas inevitáveis, como tributos, custos escolares e aumentos em tarifas de serviços, cenário que amplia o desequilíbrio financeiro de quem já convive com contas acumuladas.
O levantamento mostra ainda que a maior parte das dívidas está ligada ao sistema financeiro. Compromissos com bancos e cartões de crédito respondem por mais de um quarto do total, enquanto gastos com serviços essenciais, como água, energia e gás, aparecem logo em seguida. Débitos com financeiras também têm peso relevante, e o valor médio por pendência supera R$ 1,5 mil, dificultando a regularização.
Esse quadro não é exclusivo de Sergipe. Em todo o país, o número de pessoas com restrições no nome alcançou 81,2 milhões em dezembro, recorde da série histórica após um ano inteiro de crescimento contínuo. A maior parcela dos inadimplentes está entre 41 e 60 anos, seguida por adultos de 26 a 40 anos, idosos e jovens, mostrando que o problema atravessa diferentes faixas etárias.
Imagem: reprodução/ Bruno Coitinho Araújo.
