Na manhã desta segunda-feira, 24, a Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) — integrada pelos ministros Alexandre de Moraes, Cristiano Zanin, Flávio Dino, Cármen Lúcia e Luiz Fux — formou maioria para sustentar a manutenção da prisão preventiva do ex-presidente Jair Bolsonaro, após a tentativa de violar o monitoramento eletrônico.
Na decisão, Moraes destacou que o próprio Bolsonaro reconheceu ter rompido o equipamento de monitoramento, atitude considerada pelo ministro como “infração grave, claro descumprimento da medida cautelar e evidente desrespeito ao Poder Judiciário”. Segundo Moraes, não há incerteza quanto à necessidade de adoção de uma providência mais rigorosa.
Os ministros Zanin e Flávio Dino seguiram o posicionamento de Alexandre de Moraes e votaram pela substituição da prisão domiciliar pela custódia preventiva. Apesar dos três votos favoráveis — suficientes para estabelecer maioria — ainda falta o voto da ministra Cármen Lúcia.
