Aristeu Eduardo (PT), prefeito do município de Ararendá, no Ceará, virou alvo de polêmicas após declarar que pessoas adeptas às religiões de matriz africana ‘se passam por bons”. As falas foram proferidas durante a inauguração de uma praça local na última terça-feira, 30.
“Esse povo se passa de ‘bem’ de manhã, na frente da sociedade e, à noite, vai bater tambor nos terreiros de macumba. Então, fiquemos atentos, pessoal”, disse.
Cristão, o Prefeito estava discutindo com uma senhora de oposição e afirmou que os filhos dela eram pagãos — em outras palavras, que não seguiam o cristianismo.
“Isso está nas escrituras que conhecemos, que ficaram escritas para dar o norte para a sociedade. Se ofenda quem quiser se ofender, mas nós somos seguidores de Cristo. É nele que eu acredito, e é nele que eu sigo até o final da minha vida. Então, eu fico preocupado”, declarou.
No Brasil, a intolerância religiosa é considerada crime previsto na legislação. A Lei nº 20.451/2019 prevê pena de 2 a 5 anos para quem impede, obsta ou emprega violência contra manifestações ou práticas religiosas.
Imagens: reprodução/ Metrópoles.
Por Carla Santos.
