Na manhã desta quinta-feira (26), a Polícia Federal cumpriu mandado de prisão temporária contra o ex-prefeito de Lajeado, Marcelo Caumo, no âmbito de uma investigação que apura suspeitas de irregularidades na aplicação de recursos públicos destinados à reconstrução do município após as enchentes que atingiram o Rio Grande do Sul.
A medida tem prazo inicial de cinco dias e pode ser prorrogada conforme o andamento das apurações. Caumo comandou o Executivo municipal entre 2017 e 2024. Além dele, uma empresária apontada como integrante do grupo supostamente favorecido também foi presa. Uma vereadora foi afastada das funções. Os nomes das duas não foram divulgados.
Denominada “Lamaçal”, a ação é desdobramento de uma fase anterior, deflagrada em novembro de 2025. À época, Caumo ocupava o cargo de secretário estadual de Desenvolvimento Urbano. Após a repercussão do caso, ele solicitou exoneração, que foi aceita pelo governo estadual.
Segundo a PF, a análise do material apreendido na primeira etapa reforçou indícios de possível direcionamento de licitações na administração municipal.
Em nota, a Prefeitura de Lajeado informou que tem colaborado com as investigações, fornecendo documentos e esclarecimentos solicitados pelas autoridades. A gestão municipal reiterou compromisso com a transparência, a legalidade e a correta aplicação dos recursos públicos.
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