Ministro Dias Toffoli deixa investigação do Banco Master após identificação de negócios entre sua família e a de Daniel Vorcaro

Radio Jornal FM
Presidente do STF, ministro Edson Fachin abre Ano Judiciário e anuncia código de ética como prioridade da sua gestão durante a sessão solene de abertura do Ano Judiciário de 2026, nesta segunda-feira (2), o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Fachin reafirmou o compromisso com a integridade institucional e anunciou que a ministra Cármen Lúcia será a relatora da proposta de um Código de Ética do Tribunal, prioridade de sua gestão para maior transparência, responsabilidade e confiança pública

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Dias Toffoli comunicou que está se afastando das investigações do chamado Caso Master. O anúncio foi feito na última quinta-feira (12), poucos dias após ser identificada uma ligação entre sua família e a de Daniel Vorcaro, CEO do Banco Master.

Em nota conjunta, os membros da Corte demonstraram apoio a Toffoli, afirmando ter “acolhido a comunicação de Sua Excelência” para a redistribuição do processo. Segundo informações do Portal UOL, Toffoli admitiu ser sócio de uma empresa que vendeu participação em um resort para um fundo ligado ao cunhado de Vorcaro. Além disso, a Polícia Federal encontrou menções ao ministro no celular do banqueiro.

Com a saída de Toffoli, o ministro André Mendonça foi sorteado para assumir a relatoria do Caso Master. De acordo com o STF, o afastamento de Toffoli ocorreu de forma voluntária, com o objetivo de preservar a transparência e a imparcialidade do julgamento, evitando qualquer questionamento sobre possível conflito de interesses.

A mudança garante a continuidade das investigações sem prejudicar o andamento do processo, reforçando a observância às normas internas do STF e o compromisso da Corte com a lisura e a regularidade dos procedimentos judiciais.

Imagem: reprodução/ Poder360.

Por Carla Santos.

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