A Justiça de São Paulo decidiu manter o afastamento da vice-prefeita de Ribeira, Juliana Maria Teixeira da Costa, acusada de desviar R$ 41 mil em recursos públicos para custear um suposto trabalho de amarração amorosa.
Juliana foi afastada do cargo após denúncia apresentada pelo Ministério Público de São Paulo (MPSP), que aponta a existência de um esquema de falsificação de contratos e utilização de notas fiscais fraudulentas na Secretaria Municipal de Saúde entre 2021 e 2024. À época, ela ocupava o cargo de secretária municipal de Saúde.
Além da vice-Prefeita, também foram denunciados Lauro Olegário da Silva Filho, então coordenador municipal de Saúde, e Willian Felipe da Silva, proprietário da empresa W.F. da Silva Treinamentos.
Segundo o MPSP, Juliana teria desviado R$ 41,2 mil dos cofres públicos para pagar uma mãe de santo responsável por realizar um trabalho espiritual com o objetivo de afastar Lauro de sua esposa e manter um relacionamento afetivo com ele.
De acordo com as investigações, o repasse dos valores teria sido feito por meio da empresa W.F. da Silva Treinamentos, pertencente a um dos denunciados. Em razão das supostas irregularidades, a Justiça determinou a suspensão de todos os contratos públicos vinculados à empresa.
Em entrevista ao portal G1, a mãe de santo Samara, apontada como responsável pelo trabalho, afirmou que o serviço foi avaliado em R$ 380 mil devido à sua complexidade. Segundo ela, a promessa era que Lauro seria “entregue de bandeja” para Juliana. Ainda de acordo com seu relato, ela teria acumulado um prejuízo de aproximadamente R$ 300 mil.
Imagem: reprodução/ Portal G1.
Por Carla Santos.
