O senador Jaques Wagner (PT-BA) anunciou, na última quarta-feira (24), sua saída da liderança do governo no Senado após uma reunião com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), realizada no Palácio da Alvorada. Segundo o parlamentar, a decisão foi tomada de forma consensual entre ambos.
Em publicação nas redes sociais, Wagner afirmou que pretende concentrar esforços na defesa de sua inocência e nas articulações para as eleições de 2026. “Decidimos, em comum acordo, que me afastarei da liderança do Governo no Senado Federal. Neste momento, minha prioridade absoluta é provar minha inocência e me dedicar à reeleição do presidente Lula, do governador Jerônimo Rodrigues e também à minha própria reeleição ao Senado”, escreveu.
O desligamento do cargo ocorre dias após o senador ter sido alvo da Operação Compliance Zero, conduzida pela Polícia Federal, que investiga supostas irregularidades relacionadas ao Banco Master, instituição financeira ligada ao empresário Daniel Vorcaro.
Antes de deixar a função, Wagner havia declarado que qualquer decisão sobre sua permanência na liderança caberia exclusivamente ao presidente Lula. Na ocasião, ressaltou que o assunto não havia sido discutido em conversas recentes com o chefe do Executivo.
De acordo com o senador, Lula entrou em contato após a operação para manifestar solidariedade e reiterar sua confiança. Wagner destacou a relação política e pessoal construída ao longo de mais de 40 anos com o presidente, negou envolvimento em qualquer irregularidade e reafirmou sua intenção de disputar a reeleição ao Senado na chapa liderada pelo governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues (PT).
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