Nesta sexta-feira (13), o Exército de Israel divulgou novos vídeos dos bombardeios realizados contra alvos militares no Irã. Segundo as autoridades israelenses, a ofensiva teve como foco depósitos e caminhões que transportavam mísseis, além de lançadores de mísseis do tipo “superfície-superfície”. Esta foi a segunda rodada de ataques no dia, e o governo israelense afirmou que seguirá com as ações “pelo tempo que for necessário”.
Entre os locais atingidos, estava uma estrutura camuflada que abrigava 13 lançadores de mísseis prontos para uso e dois depósitos adicionais de armamento. Além disso, Israel confirmou ataques à usina nuclear de Natanz — a maior do Irã — e a um aeroporto militar em Tabriz, causando danos significativos. Em nota oficial, o governo iraniano reconheceu os impactos sofridos em diversas partes do complexo nuclear.
Mais cedo, outras regiões do país já haviam sido bombardeadas, incluindo a capital Teerã. As ações fazem parte de uma estratégia israelense para conter o avanço do programa nuclear iraniano, que, segundo Teerã, tem fins pacíficos — uma alegação contestada por potências ocidentais.
O ataque resultou na morte de figuras importantes da hierarquia militar iraniana, como o comandante da Guarda Revolucionária, Hossein Salami, o chefe das Forças Armadas, Mohammad Bagheri, e dois cientistas nucleares.
Em resposta, o Irã classificou o bombardeio como “uma declaração de guerra” e lançou uma retaliação com cerca de 100 drones direcionados a Israel. Até o momento, não há registro de danos significativos provocados pela contraofensiva iraniana. A escalada no conflito eleva a tensão no Oriente Médio e preocupa a comunidade internacional.
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