Empresário dos transportes reclama da prefeitura
Ex-funcionárias da Progresso pronunciam-se em reportagem sobre pagamentos pendentes da empresa. Elizabeth de Jesus, por exemplo, mãe solo com três filhos, segue aguardando pagamento atrasado de multas pelas irregularidades nas rescisões desde 2015, quando a mulher descobriu que estava grávida de seu filho e doente com chikungunya. Entretanto, o salário dos rodoviários na ativa permanece em atraso.
“Kaio está com sete anos e eu não recebi o que me devem. Não é fácil conviver com essa injustiça. O tempo passa e as coisas não mudam”, lamenta a ex-funcionária.
O caso de Elizabeth é apenas mais um entre as outras 300 condenações contra a Progresso na Justiça do Trabalho em que os trabalhadores aguardam pelo pagamento de seus direitos na fila do Juízo Auxiliar de Execução
Raymundo Ribeiro, procurador do Ministério Público do Trabalho em Sergipe (MTP/SE), afirmou que o panorama da situação das empresas de transporte coletivo de Aracaju é grave em termos de cumprimento da legislação do trabalho.
A situação não é muito diferente para aqueles que ainda estão na corporação e aguardam o pagamento das dívidas trabalhistas. O Sindicato dos Trabalhadores em Transportes Rodoviários de Aracaju (Sintra) avalia que a condição para os trabalhadores rodoviários da ativa em geral é ruim para 70%.
O prefeito Edvaldo Nogueira concedeu um apoio financeiro previsto para alcançar impressionantes R$ 40 milhões neste ano de 2024, respondendo diretamente à reivindicação dos empresários do setor e foi aprovado pela Câmara Municipal em novembro de 2023 que garante: um subsídio sobre o custo das passagens de ônibus no valor de R$ 24 milhões, além do pagamento pela gratuidade para passageiros portadores de deficiência e seus acompanhantes no transporte público e da isenção do Imposto Sobre Serviços de Qualquer Natureza (ISSQN).
“O subsídio dado está muito aquém da realidade, então, amanhã, não exija transporte à la Paris ou Londres. Esse subsídio é para diminuir o déficit. Mas o déficit vai continuar”, afirmou Adierson Monteiro, presidente da Progresso.