Em decisão de primeira instância, a Justiça de Minas Gerais condenou o pastor Lúcio Barreto Júnior, conhecido como pastor Lucinho, e a Igreja Batista da Lagoinha. A sentença é fruto de uma ação civil pública movida pelo Ministério Público do estado.
O processo foi motivado por declarações do religioso que viralizaram nas redes sociais após a transmissão de um culto no canal oficial da igreja no YouTube. Na pregação, o pastor afirmou ter tratado a própria filha, na época com 11 anos, como “mulherão”, dito a frase “ai se eu te pego” e declarado ter beijado a criança na boca. O episódio gerou forte repercussão e indignação pública.
Ao fundamentar a decisão, a juíza Miriam Vaz Chagas pontuou que a fala do pastor apresentou teor sexista e de objetificação do corpo feminino. A magistrada sustentou ainda que garantias como a liberdade religiosa e de expressão não podem servir de escudo para manifestações que violem os direitos fundamentais de crianças e mulheres.
Com a condenação, o pastor Lucinho terá de proferir um novo sermão focado no tema “Educação de Filhos”. A transmissão deverá conter um pronunciamento público e uma retratação formal sobre as acusações de violência contra mulheres e crianças. A determinação precisa ser cumprida no prazo de até 30 dias após o trânsito em julgado da ação.
PASTOR DA LAGOINHA É CONDENADO POR DIZER EXPRESSÕES DE CUNHO SEXU*AL COM A FILHA E BEIJA-LA NA BOCA
