O advogado Matheus Menezes Matos, de 25 anos, que tem nanismo, foi novamente reprovado após recorrer para realizar uma nova etapa do Teste de Aptidão Física (TAF) do concurso para delegado da Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG).
À época do recurso, Matheus denunciou estar sendo vítima de discriminação. Segundo ele, foram apresentados laudos médicos solicitando a adaptação do teste às suas condições físicas, mas a Fundação Getulio Vargas (FGV), responsável pela organização do concurso, não teria realizado nenhuma adequação.
Em nota, a FGV informou que as diretrizes previstas para o exame já estavam estabelecidas no edital e que não haveria adaptação às condições individuais dos candidatos.
Por decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), o primeiro teste realizado por Matheus foi anulado no dia 17 de março, garantindo ao candidato o direito de refazer a avaliação física.
A nova prova foi aplicada em 26 de abril, enquanto o resultado foi divulgado no dia 15 de maio. O período para apresentação de recursos ocorreu entre os dias 18 e 20 do mesmo mês.
O novo resultado segue sub judice e aguarda decisão judicial para definição definitiva do caso.
Na época em que denunciou a situação, Matheus utilizou as redes sociais para relatar o episódio e afirmou que sua luta também representa a defesa dos direitos das pessoas com deficiência (PCDs).
Imagem: reprodução/ redes sociais.
Por Carla Santos.
