O mineiro Marco Alexandre, de 56 anos, foi preso na última sexta-feira (17), em Uberlândia (MG), para cumprir pena definitiva de 14 anos em regime fechado por participação nos atos antidemocráticos de 8 de janeiro de 2023, em Brasília.
Ex-policial militar, ele respondia ao processo em liberdade e estava em prisão domiciliar desde 2025. Com a conclusão do julgamento pelo Supremo Tribunal Federal (STF) e a expedição do mandado, a prisão passou a ser definitiva.
Antes de se entregar, Marco Alexandre foi filmado em um momento de despedida da família. No vídeo, que circula nas redes sociais, ele aparece chorando, pede perdão à mãe e critica a decisão judicial, afirmando não suportar mais a situação e alegando injustiça. Também fez um apelo pelo fim das prisões de envolvidos nos atos.
Ele está entre os condenados pelos ataques às sedes dos Três Poderes, quando manifestantes invadiram e depredaram prédios públicos, em ação classificada pelo STF como tentativa de ruptura institucional. As condenações têm incluído crimes como tentativa de golpe de Estado, abolição violenta do Estado Democrático de Direito e dano ao patrimônio público.
O caso ganha repercussão em meio à pressão de parlamentares, principalmente de direita, que questionam o tempo das penas. O STF, por sua vez, sustenta que as punições são proporcionais à gravidade dos ataques e necessárias para a defesa da democracia.
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Por Breno Oseias
