Cinco meses depois de a Justiça determinar que o apresentador Ratinho se manifeste ou se retrate sobre declarações feitas a respeito de Chico Buarque, o comunicador ainda não foi oficialmente citado. Oficiais de justiça relatam dificuldade para localizá-lo, apesar de sucessivas tentativas. As primeiras diligências ocorreram no Paraná, estado onde fica localizada a empresa do apresentador. Desde o início do mês de Fevereiro, Ratinho foi procurado na Sede do SBT em São Paulo, onde grava programas diários, mesmo com as investidas, o mandato não foi cumprido.
Na sexta-feira (27), a oficial de Justiça responsável informou ao Magistrados que foi atendida pelo Departamento Jurídico da Emissora e recebeu o contato do advogado do apresentador, cujo escritório fica no Paraná. Segundo o relato encaminhado ao juiz, não houve retorno do defensor para viabilizar a entrega da citação. A servidora também comunicou que entraria em licença médica, o que exigirá a nomeação de outro oficial para dar andamento ao caso.
O processo foi aberto por Chico Buarque após o apresentador afirmar em sua Rádio “Massa FM”, que o engajamento político do cantor seria por benefício ligado à Lei Rouanet, acusação negada pelo artista. “Rico de esquerda é fácil. Chico Buarque ser de esquerda é fácil. Bebe champanhe, come caviar. O Caetano Veloso ser de esquerda é fácil, come caviar, mora no Rio de Janeiro, pega dinheiro da Lei Rouanet, aí é fácil”, disse Ratinho em 15 de setembro do ano passado; fala essa, que teve bastante repercussão. Chico Buarque pede indenização de R$ 50 mil por danos à honra. Na petição inicial, a defesa sustenta que as declarações divulgadas são inverídicas.
