Ex-presidente da Coreia do Sul é condenado à prisão perpétua por tentativa de golpe de Estado

Radio Jornal FM

O ex-presidente sul-coreano Yoon Suk-yeol, de 65 anos, foi condenado à prisão perpétua por insurreição nesta quinta-feira (19), após decisão da Justiça da Coreia do Sul. A sentença está relacionada à tentativa de imposição de lei marcial em dezembro de 2024, medida que desencadeou uma grave crise política no país.

Ao proferir a decisão, o juiz Ji Gwi-yeon destacou a gravidade dos atos cometidos. “A declaração de lei marcial resultou em enormes custos sociais, e é difícil encontrar qualquer indício de que o réu tenha demonstrado arrependimento por isso”, afirmou o Magistrado durante o julgamento. A Promotoria chegou a solicitar a pena de m0rte, mas o pedido foi negado pelo Tribunal.

Yoon presidiu a Coreia do Sul entre 2022 e 2025, sendo deposto do cargo após a frustrada tentativa de golpe. Durante um discurso transmitido em rede nacional, ele anunciou a decretação da Lei Marcial e, simultaneamente, enviou tropas militares ao Congresso sul-coreano, em uma tentativa de intimidar parlamentares e conter opositores.

Outros envolvidos no caso também foram condenados. O ex-ministro da Defesa, Kim Yong-hyun, recebeu pena de 30 anos de prisão por participação no plano. Já Kim Keon-hee, de 53 anos, ex-primeira-dama, foi condenada a 20 meses de prisão por aceitar presentes de luxo em troca de favores políticos.

Na Coreia do Sul, o crime de insurreição é tratado com extrema severidade pelo Código Penal do país. A legislação prevê punições duras para atos que atentem contra a ordem constitucional, especialmente quando envolvem tentativa de golpe de Estado ou uso das Forças Armadas para interferir nos poderes constituídos.

Imagem: Kim Hong-Ji/Reuters.

Por Carla Santos.

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