Em 2023, antes de morrer, o papa Francisco autorizou formalmente que padres da Igreja Católica realizassem bênçãos a relacionamentos de casais do mesmo sexo. A decisão foi interpretada como uma tentativa de aproximar a instituição do público LGBTQIA+.
A autorização consta no documento intitulado Fiducia supplicans, que não altera a doutrina tradicional da Igreja sobre o matrimônio. Segundo o texto, a norma representa um desenvolvimento do entendimento sobre as bênçãos, passando a admitir a possibilidade de abençoar casais em situação considerada irregular e casais do mesmo sexo, sem validar oficialmente esses relacionamentos ou modificar o ensinamento permanente da Igreja sobre o casamento.
O documento também estabelece limites claros: as bênçãos não podem ser concedidas durante cerimônias de união civil, nem associadas a elas, tampouco realizadas com vestimentas, gestos ou palavras que remetam a um casamento. Apesar da abertura pastoral, na epoca, o papa Francisco reiterou que a Igreja continua considerando as relações entre pessoas do mesmo sexo como “objetivamente pecaminosas” e não reconhece o casamento homoafetivo.
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