A advogada e influenciadora argentina Agostina Páez, de 29 anos, acusada de cometer injúria racial contra três funcionários de um bar na Praia de Ipanema, no Rio de Janeiro (RJ), teve a prisão preventiva decretada pela Justiça fluminense na última quinta-feira (05). Ela foi presa nesta tarde de sexta-feira, 06.
De acordo com informações do Ministério Público (MP), órgão responsável pela formalização da denúncia, Agostina foi flagrada, no dia 14 de janeiro, fazendo gestos que remetiam a macacos, além de se referir aos funcionários do estabelecimento de forma pejorativa, utilizando termos como “negro”, “negros de merd4” e “mono”, palavra em espanhol que significa “macaco” e é frequentemente usada de maneira rac1sta para ofender pessoas negras.
Ainda segundo o MP, a Advogada teria tentado constranger os funcionários, mesmo após ser advertida de que, no Brasil, a injúria racial é tipificada como cr1me.
Em seu perfil no Instagram, Agostina se manifestou brevemente sobre o caso, afirmando: “Não posso falar sobre o que aconteceu; só espero que tudo seja esclarecido e resolvido da maneira correta”. Ainda na mesma publicação, pediu que “parem de me usar como exemplo”.
Antes da decretação da prisão preventiva, a acusada já havia tido o passaporte recolhido e estava submetida ao uso de tornozeleira eletrônica. Em declaração atribuída a ela, Agostina afirmou estar “mort4 de medo” diante da situação.
Imagem: reprodução/ Balanço Geral.
Por Carla Santos.
