Após reunião com o Ministério Público da Bahia (MPBA), prefeitos de diversos municípios baianos firmaram um acordo para estabelecer um teto no valor dos cachês pagos a artistas contratados para as festas juninas. A partir de agora, o limite máximo para as atrações será de R$ 700 mil.
O consenso entre os gestores municipais definiu que nenhum município poderá ultrapassar esse valor nas contratações, sejam elas de bandas ou de artistas individuais. A medida tem como objetivo coibir cobranças abusivas e promover maior responsabilidade no uso dos recursos públicos destinados aos eventos festivos.
Outro ponto importante do acordo trata dos reajustes anuais dos cachês artísticos. De acordo com o critério estabelecido, artistas que tenham se apresentado no mesmo município no ano anterior poderão ter seus valores reajustados apenas com base na inflação do período, calculada a partir de índice oficial, evitando aumentos excessivos de um ano para outro.
Dentro desse debate, recentemente o prefeito de Ipanema, em Minas Gerais, ganhou destaque nas redes sociais ao declarar que não pretende contratar grandes artistas nacionais, como Gusttavo Lima e Ana Castela. Segundo ele, a prioridade da gestão é investir em infraestrutura urbana e na limpeza da cidade, em vez de destinar altos valores a shows.
Diante desse cenário, fica a reflexão: caros leitores, é mais vantajoso investir cifras elevadas em grandes atrações ou direcionar os recursos públicos para áreas essenciais que impactam diretamente a qualidade de vida da população?
Imagem: reprodução/ redes sociais.
Por Carla Santos.
