O deputado federal Rodrigo Valadares comentou publicamente, pela primeira vez, os bastidores políticos do Partido Liberal (PL) em Sergipe, a crise no grupo ligado à prefeita Emília Corrêa e as acusações de traição levantadas por integrantes da própria legenda. Em entrevista concedida a uma emissora de rádio, o parlamentar afirmou que sua atuação tem como eixos centrais a preservação da unidade partidária, o alinhamento com o ex-presidente Jair Bolsonaro e a formação de uma chapa competitiva de oposição ao governo estadual.
Valadares negou ter articulado ou imposto mudanças no comando do PL em Sergipe e destacou que sua chegada à direção da sigla ocorreu em um contexto de reorganização interna. Segundo ele, a decisão foi tomada após convite da direção nacional, em razão da identidade política com o partido e da confiança depositada por Bolsonaro. “Não fomos a Brasília tomar partido de ninguém. Fomos chamados. Aceitamos porque é o partido que representa os valores que defendemos é a missão que Bolsonaro nos confiou”, afirmou.
Ao tratar das tensões internas, o deputado ressaltou que o desgaste no agrupamento político antecede sua entrada na liderança estadual do PL. De acordo com Valadares, os ataques começaram no momento em que seu nome passou a ser cogitado como possível candidato ao Senado, o que teria intensificado disputas internas.
Apesar do cenário de divergências, o parlamentar adotou um tom de conciliação e defendeu a ampliação do diálogo dentro do grupo. Para ele, o objetivo deve ser fortalecer a oposição, agregar novas lideranças e construir um projeto político consistente como alternativa ao atual Governo de Sergipe.
Imagem: Reprodução / Kayo Magalhães
