Na última quinta-feira (04), a Polícia Civil de Sergipe concluiu o inquérito que apura um esquema de fraudes patrimoniais supostamente comandado por uma mulher que utilizava a relação de proximidade com ex-cônjuges e funcionários de suas empresas para obter vantagens ilícitas.
De acordo com as investigações, as vítimas eram incluídas como sócias de empresas sem autorização, por meio de falsificação de assinaturas ou sob constrangimento, com o objetivo de viabilizar benefícios em seus nomes. A prática fez com que diversas pessoas passassem a responder por dívidas, ações de execução e penhoras, mesmo sem participação nas transações comerciais. Já a investigada, apesar de possuir patrimônio, teria deixado de quitar débitos junto a instituições financeiras e órgãos públicos, repassando os prejuízos a terceiros.
O inquérito reúne depoimentos de vítimas, laudo pericial que confirma as falsificações e documentação que comprova as dívidas das empresas. As apurações também apontam indícios de tentativa de saída do país e de interferência no depoimento de uma testemunha.
Diante dos elementos reunidos, a Polícia Civil solicitou o bloqueio de bens da investigada, medida acolhida pela Justiça, que determinou a indisponibilidade de até R$ 1,4 milhão, valor estimado do prejuízo causado.
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