A Polícia Federal cumpriu, nas primeiras horas da manhã deste sábado (22), uma ordem judicial que determinou a prisão do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), em Brasília. A detenção ocorreu por volta das 6h, por determinação do Ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes.
A medida converteu em prisão preventiva o regime domiciliar ao qual Bolsonaro estava submetido desde agosto, relacionado a outra investigação.
Na decisão, Moraes justificou que o ex-chefe do Executivo apresentava risco concreto de fuga e que já não havia condições para manter apenas o monitoramento domiciliar.
Segundo o despacho, o equipamento de tornozeleira eletrônica utilizado por Bolsonaro registrou violação às 00h08 deste sábado, episódio comunicado ao STF pelo Centro de Monitoração Integrada do Distrito Federal. Poucas horas depois da ocorrência, foi autorizada a prisão preventiva.
O documento também mencionou a convocação de uma vigília organizada para a noite deste sábado pelo senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), em frente ao condomínio onde o ex-presidente reside. Para Moraes o ato poderia servir para fomentar tumultos e criar condições favoráveis para uma eventual tentativa de fuga.
O ministro pontuou que embora a convocação de manifestantes esteja disfarçada de “’vigília'”, a conduta indica o mesmo “modus operandi da organização criminosa liderada pelo referido réu.
“O encontro de apoiadores tem grande potencial para comprometer o cumprimento da medida imposta e a eficácia das cautelares, além de colocar em risco a prisão domiciliar”, registrou o magistrado.
Na decisão, Moraes determinou que a prisão fosse realizada sem uso de algemas e sem exposição midiática, assegurando respeito à dignidade do ex-presidente durante o procedimento.
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