Após quase 15 anos preso, foi solto na noite da última terça-feira, 14, Francisco Mairlon Barros Aguiar, inicialmente apontado como parte do caso que ficou conhecido pelo “Crim3 da 113 Sul” em Brasília (DF). Depois de provas apresentadas pela ONG Innocence Project, a Sexta Turma do Supremo Tribunal de Justiça (STJ) o absolveu.
A decisão do STJ ocorreu ainda na tarde da terça-feira (14), e determinou sua soltura imediata, além da sua absorção. Ou seja, Francisco Mairlon agora é considerado inocente. Caso novas provas de acusação sejam apresentadas pelo Ministério Público contestando sua inocência, ele pode voltar a ser denunciado.
O caso ocorreu em 2009, quando o casal de advogados José e Maria Vilela e a funcionária da família Francisca Nascimento Silva foram mort0s dentro do apartamento em que viviam na Quadra 113 Sul, em Brasília (DF).
Francisco Mairlon foi condenado a 47 anos, 1 mês e 10 dias de prisão, após os executores do crim3, o porteiro Leonardo Campos Alves e Paulo Cardoso Santana, afirmarem a sua participação. Porém, em 2010, Paulo mudou seu depoimento, alegando que Francisco não havia feito parte da ação criminosa.
A filha do casal de vítimas, a arquiteta Ana Vilela, foi considerada a mandante do crim3. Em 2019, teve a pena decretada em 67 anos e seis meses de prisão, pena posteriormente reduzida para 61 anos e três meses.
Imagens: reprodução/ Metrópoles.
Por Carla Santos.
