Na última quinta-feira (21), o pastor Silas Malafaia declarou, em entrevista, que não teme ser preso e que, caso tivesse receio, teria permanecido em Portugal. O líder religioso afirmou ainda que suas críticas ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, irão continuar.
Um dia antes, em 20 de agosto, Malafaia foi alvo de operação de busca e apreensão da Polícia Federal (PF). Ele desembarcava no Aeroporto do Galeão, no Rio de Janeiro, após viagem a Lisboa, quando foi abordado por agentes e levado para prestar depoimento.
Durante a entrevista, o pastor negou envolvimento em crimes e criticou a atuação de Moraes. “Como é que eu posso ter um passaporte apreendido sob alegação de perigo de fuga se eu voltei para cá? Isso é covardia. É coisa de ditadores apreender um passaporte de alguém que não cometeu crime, não foi indiciado, mas está sendo investigado”, afirmou.
Malafaia acrescentou que não recuará em suas manifestações contra o ministro. “Eu espero qualquer coisa agora. Não tenho medo dele e não vou parar de denunciá-lo. Pode ter certeza de que esse é o princípio do fim desse ditador, pelas vias legais ou pela justiça divina”, disse.
A investigação contra o pastor apura suposta tentativa de obstrução no julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro, investigado por tentativa de golpe em 2022. Como parte das medidas impostas, Malafaia teve o celular apreendido, está proibido de deixar o país e de manter contato com outros investigados, entre eles Bolsonaro e o deputado Eduardo Bolsonaro.
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