Após a prisão da deputada federal licenciada Carla Zambelli (PL-SP) na última terça-feira (29), em Roma, o deputado italiano Angelo Bonelli afirmou, por meio das redes sociais, ter sido o responsável por repassar às autoridades o endereço da parlamentar. “Carla Zambelli está em um apartamento em Roma. Forneci o endereço à polícia. Neste momento, a polícia está identificando Zambelli”, escreveu ele no X (antigo Twitter).
Apesar das declarações do deputado, a defesa de Zambelli contestou a versão. De acordo com o advogado Fábio Pagnozzi, a deputada federal licenciada se apresentou de forma voluntária às autoridades italianas. “Ela optou por se entregar espontaneamente, forneceu seu endereço e está colaborando com as solicitações administrativas das autoridades locais”, afirmou o defensor. Ainda segundo ele, Zambelli aguardava apenas um posicionamento oficial para se manifestar formalmente e tem como principal objetivo garantir um julgamento justo e imparcial.
A parlamentar era considerada foragida desde o dia 5 de junho, acusada de envolvimento em uma invasão aos sistemas do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), ao lado do hacker Walter Delgatti. A denúncia da Procuradoria-Geral da República (PGR) aponta que a ação tinha como objetivo desacreditar o Judiciário e fomentar atos antidemocráticos.
Ela foi condenada a 10 anos de prisão em regime inicialmente fechado, além da perda do mandato e da inelegibilidade. O Ministério da Justiça brasileiro já havia solicitado sua extradição.
Bonelli, que já havia se posicionado publicamente contra a presença da deputada no país europeu, disse que, ao tomar conhecimento de que Zambelli estava na Itália, procurou o ministro do Interior, Matteo Piantedosi, e o chanceler Antonio Tajani, cobrando a aplicação do acordo de cooperação judiciária entre os dois países. “Não se pode usar a cidadania italiana para escapar de uma condenação. A Itália corre o risco de se tornar um refúgio para criminosos”, afirmou o parlamentar na ocasião.
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